Primeiro post... nem sei como vai sair isso. Vou postar algo em que venho trabalhando.
O poder da arte como transformação. Transformação do performer antes de qualquer coisa. Se é que se pode dizer antes ou depois nesse plano de existência onde tudo simultâneamente ocorre. Propor-se a estar em processo de transformação e experimentação constante, determinar a vontade e exaltar a vida e seus riscos, entregar-se à vida como num salto no vazio (Ives Klein). É além de estar, mas ainda sentir-se em constante transformação. Transformação contínua e coerente com o caos. Ser caótico, pois tudo parte do caos e o caos é a própria dinâmica da transformação em evidência.
Busco o continuum do movimento. O movimento do primeiro grito ao último suspiro de vida, o que se mantém em que encontro estou? Fluência e confluência de fluxos. Consciência continua. O poder do movimento (Solar da mímica). Consciência superior do corpo, o tempo todo alerta. Mente desperta. O que me leva ao vórtice, ao olho do furacão, o centro da tempestade? E como é esse lugar, ou esse não lugar de mim; uma brecha, uma lacuna na linguagem, uma crueldade (Antonin Artaud)
A questão do corpo é outra coisa forte no meu trabalho. Que corpo é esse? Um corpo que parte do caos. (Um corpo sem órgãos ?) O corpo que medita. Rede. Filtro. Peneira. Espelho. Psicanalista. Escuta ativa. Combustível. Reação. Ação. O espelho. Um corpo que não para de se movimentar mesmo parecendo estático. Corpo pulsante, vibrante, vivo (corpo morto ! do Butoh.) O corpo Tempo, inventivo e contínuo. Dançante na música que se compõe e vibra em si.
E sempre procurando o prazer, essa é minha luz no fim do túnel.
Uhuus, salves, saravás e muita força pra nós!
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